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Douglas Seibert Lazaretti

Diretor Florestal da Suzano

OpCP64

Formação do(a) profissional florestal
Coautoria: Danielle Costa de Paula Macedo, Coordenadora de Comunicação e Marca da Suzano


Atratividade do setor, ampliação da presença feminina e esforços voltados à diversidade, olhares atentos à temática ESG, combinação de propósitos pessoais e ampliação de skills para a atuação no trabalho: o perfil do(a) profissional florestal vem ganhando novos traços a partir do reposicionamento do segmento, da implementação de processos de transformação digital e de tantas interfaces que foram aceleradas a partir do cenário global de pandemia.
 
O mercado global tem debatido constantemente as “profissões do futuro”. E é nesse cenário que concorremos, no bom sentido da palavra, com empresas de altíssima tecnologia e reconhecimento mundial. Isso nos desafia a refletir, na linha de employer branding e de EVP (Employee Value Proposition, em tradução livre, “Proposta de Valor ao Empregado”), quais atributos um segmento de base florestal possui para atrair e reter talentos.

Além de programas de mentoria e de desenvolvimento profissional, um importante diferencial se configura ao vivenciarmos uma era em que a sociedade, felizmente, tem valorizado, de forma exponencial, iniciativas voltadas à sustentabilidade e às boas práticas ESG (Environmental, social and corporate governance, ou, em tradução livre, “governança corporativa social e ambiental”).

Trata-se de um movimento de crescente preocupação com questões de preservação ambiental e desenvolvimento social que abordam o potencial de contribuição para a transformação da sociedade a partir de temáticas que englobam a capacidade de, literalmente por natureza, contribuir para reduzir as nocivas mudanças climáticas; de atuar, de tabela, na redução de pobreza nas áreas do entorno de florestas e fábricas; de reforçar modelos de gestão de recursos naturais continuamente aprimorados e, por fim, de ofertar produtos renováveis como alternativa para um consumo mais sustentável.  
 
Pensar em uma sociedade mais justa e equânime passa também pelo incentivo à diversidade. O ambiente de trabalho florestal, historicamente marcado por relevante predominância masculina, passa a se empenhar também para ampliar a presença de mulheres em posições de liderança e frentes operacionais – inclusive no comando de máquinas cujas cadeiras, em um passado não muito distante, eram, quase em sua totalidade, ocupadas por homens.

É de extrema relevância que atuemos para romper estereótipos. Um exemplo disso é que não existe razão para que elas não estejam à frente de atividades dessa natureza. Experimentar a diversidade – não só de gênero, como também de gerações, raça/etnia, orientação e pessoas com deficiência – reconfigura a forma de vivenciar o negócio e amplia leques para oportunidades que eventualmente vinham sendo represadas ao longo dos anos.
 
A partir desses movimentos disruptivos e do novo momento vivenciado globalmente de atenções voltadas às temáticas emocionais e à humanização de líderes, é notável a importante necessidade de aprimoramento das chamadas soft skills, as habilidades comportamentais que compõem a forma como agimos conosco e com as pessoas ao nosso redor.

O setor florestal possui excelentes universidades, centros de pesquisa, laboratórios e iniciativas científicas. No entanto o processo de formação do(a) profissional florestal ainda apresenta importantes oportunidades de abarcar disciplinas mais voltadas à área de humanas, agregando ao domínio essencialmente técnico e operacional a oportunidade de abarcar outras características que, notadamente, contribuem para tornar mais produtivo o dia a dia de gestão de processos, relacionamentos interpessoais, de forma mais específica, no desenvolvimento de pessoas e equipes de alta performance. 
 
Na Suzano, referência global no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras de origem renovável, além das iniciativas de mentoria tradicional e reversa e de ações de porta de entrada que já consideram o trabalho de soft skills, as habilidades relacionais se desdobraram – para posições de gestão – no que chamamos de “os seis atributos do(a) líder Suzano”: comunicar, conectar, transformar, entregar, formar gente e inspirar. Trata-se de uma iniciativa que tangibiliza as frentes comportamentais com desdobramentos que passam por uma atuação e, sobretudo, por uma gestão mais próxima, mais empática, transparente e, de fato, humanizada. 
 
Trata-se de um momento propício para voltarmos a repensar as formas de aproximação entre empresas e academia, a fim de ampliar as oportunidades de inserção desses futuros(as) profissionais no mercado de trabalho.  

A busca por perfis mais completos se estende também a pessoas que, além de dominarem conhecimentos específicos técnicos, buscam ampliar conhecimentos gerais que englobam política, cidadania, entre outros. Agentes transformadores que, por meio de uma visão ampliada, contribuem para a geração de um ecossistema muito mais favorável a um setor em constante transformação. Dessa forma, o afunilamento em Y que antes predominava na formação florestal – ou um caminho para atuação ambiental ou para operações – pode se transformar em soma e agregar ainda mais para o setor. 

É notável que o sucesso do passado não garante o futuro. O modelo como formávamos profissionais no passado foi satisfatório, mas o cenário hoje é muito mais dinâmico. Estamos falando de culturas mais abertas ao novo, de uma abordagem mais intensa na necessidade de combinar propósitos empresariais com crenças e experiências. Basta olhar ao nosso redor para perceber o quanto o(a) profissional florestal, incluindo aqueles(as) que já se formaram há mais tempo e contaram com a experiência do mercado, vem se transformando. E para muito melhor. 

Coautoria: Danielle Costa de Paula Macedo, 
Coordenadora de Comunicação e Marca da Suzano